A WNBA conheceu sua campeã na última quarta-feira, com a vitória do Minnesota Linx sobre o Los Angeles Sparks por 85 a 76, fechando a série em 3 a 2, numa incrível virada. Tal confronto foi o mesmo das finais da temporada 2016, mas, naquela oportunidade, o final feliz ficou com as meninas da Costa Oeste norte-americana, que conquistaram o título faltando dois segundos para o fim, com uma cesta da pivô Nneka Ogwumike depois de pegar um rebote ofensivo. Desde então, a pivô do Lynx, Sylvia Fowles, nutre verdade obsessão pelos rebotes. Ela se destacou na conquista e faturou o prêmio de MVP. 

“No ano passado eu falhei, não peguei um rebote decisivo e acabamos ficando sem o título. Eu sabia o que tinha que fazer para esse ano e foquei nisso. Eu senti dentro da quadra que depois daquele fatídico jogo 5 de 2016 eu tenho uma sede de vitória descomunal. Tudo o que quero é entrar em quadra e mostrar que a minha presença é marcante e se pra isso eu tiver que pegar rebote, então é rebote que eu irei pegar”, disse uma animada Fowles.

Também não é para menos. A atleta foi eleita a MVP da temporada, mas atingiu seu ápice durante as finais, conquistando dígitos duplos em rebotes e pontos em todos os jogos da série final. No jogo 5 foram incríveis 20 rebotes e 17 pontos, sendo nomeada a jogadora mais valiosa da série. Sua vontade de pegar rebotes e causar impacto foi tanta que durante a série ela bateu o recorde desse fundamento nas finais em duas oportunidades: 17 no jogo 2 e a marca histórica do jogo 5: 20 sobras.  

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Companheiras exaltam Fowles

Engana-se quem pensa que Fowles leva ampla vantagem apenas por causa do seu tamanho (1,98m). A estrela mostra fundamentos importantes que não são ensinados, segundo sua companheira de time Seimone Augustus:  

“Às vezes olho pra ela disputando um rebote contra três ou quatro adversárias. Sabe, rebote é algo que não se ensina, você só precisa ter disposição e inteligência para fazer acontecer. Com a Fowles e a Rebecca Brunson no garrafão se entregando de corpo e alma, tudo fica mais fácil. Eu estou muito orgulhosa da Sylvia. Sou muito feliz de poder acompanhar seu crescimento e seu basquete evoluindo nos últimos dois anos”.

Foram tantos rebotes, tanta disputa e disposição durante o jogo, que após a partida a MVP não imaginava quantos rebotes havia pego:

“Honestamente, eu não fazia ideia de quantos rebotes tinham sido até me falarem na entrevista. Pensei ‘puxa, é por isso que meus joelhos estão doendo!’”, brincou.

Fowles atuou por 37 minutos na partida, tendo sido a atleta que ficou mais tempo em quadra. Mesmo cansada, a super pivô se motivou a partir dos incentivos de suas companheiras, que o tempo todo a colocaram pra cima e a fizeram se concentrar no jogo e esquecer do resto:

“Eu fiquei realmente muito cansada durante o jogo. O tempo todo minhas companheiras me falaram ‘calma, é apenas mais um minuto. É o último jogo’. Eu achava que não fosse conseguir, mas essas pequenas coisas, esses incentivos, têm um poder incrível de nos fazer dar um algo a mais. Sem minhas companheiras eu não teria conseguido, definitivamente”, disse Sylvia.

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